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Pouco sono é prejudicial a longo prazo

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Texto: Postado em Notícias por Marcelo Morais no dia 22 de Novembro de 2016 e última atualização dia 19 de Julho de 2018 .

Descuidos no sono durante a meia-idade aumentam o estresse e a tensão, além de ser prejudicial à saúde depois na velhice, segundo Kathryn Doyle. De acordo com um estudo realizado na Finlândia, trabalhar longas horas e também reduzir as horas de sono podem provocar uma saúde mais debilitada a longo prazo.

Durante 26 anos, diversos empresários finlandeses foram observados. Aqueles que costumavam trabalhar mais de 50 horas semanais e dormiam menos de 47 horas semanais estavam com a saúde mais debilitada, quando comparados aos seus colegas que tinham hábitos de trabalho e sono mais harmônicos quando eram mais jovens.

"Estes resultados estão coerentes com nossa hipótese, embora não tivessemos certeza que detectaríamos esta relação de longo prazo", disse a pesquisadora-chefe Mikaela Birgitta von Bonsdorff, da Universidade de Jyvaskyla.

Ela e outros co-autores examinaram um grupo bem específico de homens de negócio. Os pesquisadores usaram dados do Helsinki Businessmen Study (HBS), um longo estudo sobre a saúde física e mental de empresários em Helsinki, para acompanhar a saúde de mais de 1500 homens brancos e nascidos entre 1919 e 1934.

Cerca de 1500 homens informaram suas condições de saúde, horas de trabalho e de sono, em 1974, quando estavam, em média, com 40 anos ou mais de idade. Em 2000, repetiram a mesma pesquisa quando já estavam com mais de 60 anos.

Durante seus anos de trabalho, quase metade do grupo original de homens tinha, o que os pesquisadores consideravam, horas de trabalho normais de menos de 50 horas por semana e 352 homens trabalhavam mais de 50 horas por semana.

Os pesquisadores descobriram que os homens que tinham longas horas de trabalho e sono curto tinham menores pontuações quanto à condições físicas, vitalidade e saúde em geral comparados ao grupo que tinha horas de trabalho e sono considerados normais.

O fumo durante a meia-idade e erros no preenchimento da pesquisa poderiam explicar alguns dos resultados negativos. Mas não para todos.

Levando em conta atualmente, "eu acredito que as horas de trabalho oficiais não são tão longas hoje em dia, mas o tempo que as pessoas realmente trabalham - por exemplo, lendo e-mails - não está incluído nas horas de trabalho oficiais e, portanto, meu pensamento é que as pessoas hoje trabalham muito mais do que informado", diz Von Bonsdorff.

Poucas horas de sono aumentam o estresse e a tensão, aspectos que não contribuem para uma boa qualidade de vida. Problemas no sono estão relacionados a uma vida pouco saudável.

"Trabalhadores com relatos de distúrbios do sono ou com privação de sono sofreram mudanças físicas, cognitivas e emocionais, além de um enfraquecimento no sistema imunológico", diz o Dr. Marco Tulio de Mello, da Universidade Federal de Minas Gerais, mas que não fazia parte deste novo estudo.

"Este é um estudo emocionante porque o acompanhamento dos pacientes é excepcionalmente longo, 26 anos", diz o Dr. Mika Kivimaki, da Universidade de Londres, no Reino Unido, que também não fazia parte do estudo. "Ele também adiciona um novo elemento para a pesquisa sobre longas jornadas de trabalho, visto que o excesso de trabalho em combinação com menos horas de sono resultaria em um estilo de vida estressante muito pior."

"Os resultados indicam que é importante descansar depois de longas jornadas de trabalho", diz Von Bonsdorff.

Fonte: Business Live

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